Andar pela Provence é também se encantar com os campos de coquelicots, esta delicada flor vermelha que eu conhecia como papoula.
Soube depois que é um tipo de papoula, através do expert Murilo, da Revista Natureza.
Quem assistiu o filme "Um bom ano", com certeza vai lembrar do carro que o "Maxi" andava...é igual ao da imagem, lembram?
Como as casas não tem cercas nem muros, os campos vermelhos ficam à vista de quem passa pelas estradas estreitas e sinuosas.
Os coquelicots florescem agora, neste período (maio) e encantam os olhos da gente.
Parecem estas sombrinhas vermelhas, todas iguais e deitadas em cima de um tapete verde.
Muitas vezes elas entremeiam outras plantações, dando um colorido ainda mais especial para a Provence.
Claude Monet era apaixonado por elas, tanto que pintou "Les Coquelicots" .
Na nossa viagem do ano passado, foi a primeira vez que vi estes campos vermelhos, algo inesquecível e fortalecedor da minha fé em algo maior.
Tamanha beleza só pode ser obra do Criador.
O povo provençal reverencia muito esta flor, acho que porque ela também é um dos símbolos da Provence, como a lavanda, a cigarra e os vinhos.
Encontramos uma geléia de coquelicots que vai ficar para a história.
Nas breves pausas tão necessárias, nada melhor do que uma baguete com confit de fleurs de Coquelicot, mais um delicioso café.
E são nestas horas que a gente lembra que AMAR é doar o que temos de melhor, é estar atento ao desejo do outro.
É compartilhar.
É respirar fundo!
Saber observar as flores e entender a mensagen que elas nos trazem.
Que existe um tempo de florescer e um tempo de morrer - e que neste intervalo eu entrego o que tenho de melhor sem exigir nada em troca, simplesmente por existir.
"Qualquer que seja o caminho que você tomar pergunte se este caminho tem um coração".
(Jean-Yves Leloup)