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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"O peso que a gente leva"

O perigo da viagem mora nas malas.
 Elas podem nos impedir de apreciar a beleza que nos espera.
(Padre Fábio de Melo)


Experimento na carne a verdade das palavras, e lentamente vou aprendendo.
Minhas malas eram sempre superiores às minhas necessidades.
E por isso que minhas partidas e chegadas eram mais penosas que deveriam.



Quando li este texto do Padre Fábio de Melo, lembrei da minha primeira viagem à Provence, com minha amiga Marilde e recepção dos queridos alemães Ortrud e Georg.
Quando chegamos no aeroporto de Marseille, eles falaram: mas por que tanta bagagem?
Na época eu achava necessário!


"Ando pensando sobre as malas que levamos.
Elas são expressões dos nossos medos.
Elas representam nossas inseguranças.

Olho para o viajante com suas imensas bagagens e fico curioso para saber o que há dentro das estruturas etiquetadas.

 Tudo o que ele leva está diretamente ligado ao medo de necessitar.

Roupas diversas; de frio, de calor - o clima pode mudar a qualquer momento!

Remédios, segredos, livros, chinelos, guarda-chuva - e se chover?
Cremes, sabonetes, ferro elétrico - isso mesmo!

Microondas? - comunique-me, por favor, se alguém já ousou levar.


O fato é que elas representam nossas inseguranças.
Digo por mim. 
Sempre que saio de casa levo comigo a pretensão de deslocar o meu mundo. 
Tenho medo do que vou enfrentar. 
Quero fazer caber no pequeno espaço a totalidade dos meus significados.


 As justificativas são racionais. 
Correspondem às regras do bom senso, preocupações naturais para quem não gosta de viver privações. 
Nós nos justificamos.
 Posso precisar disso, posso precisar daquilo... 
Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. 


Excedem aos tamanhos permitidos. 
Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?

As perguntas são muitas... e se eu tiver vontade de ouvir aquela música? e o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?
 Desisto. 


Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente, concluo que mais da metade do que levei não me serviu para nada.

 É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências.


E nisso mora o encanto da viagem. 
Viajar é descobrir o mundo que não temos.
 É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.
 E então descobrimos o motivo que levou o poeta a cantar: Bom é partir, bom mesmo é poder voltar. 
Ele tinha razão. 


A partida nos abre os olhos para o que deixamos. 
A distância nos permite mensurar os espaços deixados. 
Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo.


Ao ver o mundo que não é meu eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. 
É consequência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou. 
É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.


Vida e viagens seguem as mesmas regras.
 Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver.

Por isso é tão necessário partir. 
Sair na direção das realidades que nos ausentam. 
Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias...hospitais, asilos, internatos...ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.


Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. 
Mas não leve muita coisa. 
Não tenha medo das ausências que sentirá.
 Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu.


 Não leve os seus pesos. 
Eles não lhe permitirão encontrar o outro.
 Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve."

Texto: Padre Fábio de Melo


Sinergia para viagens

10 ml de óleo de semente de uva
2gotas de óleo essencial de lavanda
1 gotas de óleo essencial de patchouly
2 gotas de óleo essencial de limão

Modo de usar: aplicar o óleo após o banho e fazer respirações profundas, levando o ar para a região abdominal. No mínimo umas cinco respirações.


Todas estas imagens são da primeira vez que fui à  Provence, quando eu ainda levava muita bagagem....rsrsrsrrsrs

O casal que aparece nas fotos, são os queridos amigos alemães Ortrud e Georg, que  apresentaram uma Provence linda e inesquecível...pena que na época eu tinha MUITA bagagem ...
Beijos e saudades!!!




sábado, 21 de setembro de 2013

Óleo essencial de limão - dissolve a raiva

O limão é um poderoso bactericida e possui uma capacidade muito importante de neutralizar a acidez do organismo.
À primeira vista, isso pode parecer surpreendente se tivermos em mente  a flagrante natureza ácida do limão, mas o ácido cítrico é neutralizado durante a digestão, dando origem a carbonatos e bicarbonatos de potássio e cálcio, os quais contribuem para manter a alcalinidade do organismo.
Tal propriedade tem aplicações úteis em todos os quadros em que o equilíbrio ácido/alcalino se encontra descompensado em termos de uma acidez excessiva.
Como se beneficiar com o limão
Tomar em jejum, um pouco de água morna com algumas gotas de limão (medicina ayurvédica).
Fazer uso do óleo essencial de limão em massagens, sempre diluído em outro óleo carreador, deixando este óleo na pele pelos menos por 3 horas (cuidar com a exposição ao sol).

O óleo essencial de limão tem uma série de propriedades muito importantes, dentre as quais sobressai sua capacidade de estimular os glóbulos brancos que protegem o organismo contra infecções.
Também tem efeito sobre o sistema circulatório, e é especialmente adequado para tratar varizes.
É útil também nos casos de hipertensão, e pode ser adotado em dietas preventivas contra a arteriosclerose.
Observando todos estes benefícios, dá para perceber como o óleo essencial de limão tem a capacidade de modificar a "energia do nosso corpo", que quando apresenta qualquer um destes problemas,
geralmente tem origem na "raiva". 
A "raiva" faz nosso corpo inflamar, a circulação fica comprometida e a acidez gástrica "ferve".
Respirações profundas, sentindo o aroma do limão, caso não tenha o óleo essencial, já farão uma grande diferença neste padrão.
Se quiser saber mais sobre o óleo essencial de limão, pesquise outras postagens sobre o tema, aqui no blog.
(Fonte: Medicina ayurvédica de Deepak Chopra - Aromaterapia de Patricia Davis - A doença como caminho de Thomas Dorthwal)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Limão - o óleo do executivo


Óleo essencial de Limão (Citrus Limonum), originário da Índia espalhando-se através da Itália para o Mediterrâneo, Espanha e Portugal.
Atualmente a Califórnia possui uma das maiores plantações comerciais concorrendo com os países tropicais, como o Brasil e a Argentina.


Suas principais propriedades físicas são a de bactericida, anti-ácido, tônico e diurético.
Na psicoaromaterapia, atua em casos de frieza emocional - pessoas "duronas", que evitam entrar em contato com as suas emoções.
Ideal para ser usado em pessoas altamente racionais, que trabalham muito.
Outra indicação é para casos de caráter defensivo - pessoas que reagem contra qualquer envolvimento emocional e que sentem uma tristeza sem causa conhecida.


Para quem tem emoções confusas que chegam a desclassificar seus sentimentos.

Que se sentem usadas pelas outras pessoas, são solitárias e de poucos amigos.

Este óleo ajuda a fazer uma reavaliação de sua vida.

Para pessoas de grande sensibilidade e grande coração, mas se escondem através de sua  rigidez.


Sugestões de uso:

Ambiente de trabalho - spray de limão + alecrim ou mentha.

Carro - spray de limão + lavanda

Banho - pingar 5 gotas de óleo essencial no piso do box e respirar fundo pelo menos uns 3 minutos.

Massagens - diluir o óleo essencial de limão(3 gts) no óleo de semente de uva (10 ml) e usar esta diluição em massagens relaxantes.

Purificar a água do filtro - diluir 1 gota de óleo essencial de limão num pouco de álcool de cereal e misturar à água do filtro.


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Aromatizante para armário


1 bola de algodão

 15 gotas de óleo essencial de limão

10 gotas de óleo essencial de alecrim

Preparo: Pingar o óleo essencial no algodão e colocar nas gavetas.

A média da durabilidade do aroma gira em torno de 1 mês.


O óleo essencial de limão é bactericida e desinfetante e deixa nas roupas um cheirinho de limpeza.
 

O óleo essencial de alecrim tem a energia de "limpar ambientes tristes".