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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Almoço de domingo

Quem ainda não tem na memória um cheiro de almoço de domingo?

Cheiro de casa limpa, de carne no fogo ou da sobremesa ainda cozinhando?
Estas memórias olfativas seguem conosco pela vida inteira e nos trazem prazer sempre que vem à tona.
Talvez sejam impossíveis de serem repetidas, mas podem nos incentivar para criar outras, quem sabe ainda melhores...


Sem o olfato perderíamos um milhão de prazeres ligados ao cheiro, como o aroma do pão saído do forno ou do café torrado.
A comida quase não teria gosto, pois 80% do sabor vem das fragrâncias voláteis que passam pelo fundo do nariz.

Tentem distinguir o gosto da maçã ou da batata com o nariz tapado!


E quem se animaria a provar uma comida temperada sem a ajuda do olfato?

As experiências olfativas podem ser efêmeras e fugidias, mas seu efeito sobre nós é constante e inesquecível.

Deus colocou o nariz acima da boca para que possamos cheirar o que vamos comer, para perceber se o alimento é apetitoso ou repugnante.

Por causa da nossa ansiedade, comemos demais porque não sentimos mais o aroma dos alimentos, ou melhor, ingerimos até alimentos que não tem cheiro.

Quanto mais natural é o alimento, mais aromático ele é e em consequência disso, mais saudável.

Precisamos prestar atenção nos alimentos aromatizados artificialmente, que nos enganam e não saciam.

Comece a prestar atenção na alimentação, a cheirar a comida e com isso perceber que a saciedade chega bem antes do imaginado.

(Pesquisa: De prazer também se vive, de Robert Ornstein, PH.D)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cheiro de pão

Cheiro de pão, fresquinho e ainda quentinho...quem não lembra? este cheiro sacia, alimenta a alma, mata a fome que a gente não sabe da onde vem...
Quantas vezes nos flagramos com fome de não sei de que?
Vontade de comer tudo o que vem pela frente para saciar um vazio inexplicável, uma ânsia que parece não ter fim.
LE PAIN  QUOTIDIEN, uma padaria de origem belga e que tem franquias em várias partes do mundo. Tudo lá é orgânico e servido de uma forma diferente e carinhosa . Algumas mesas são coletivas e o "hit" é a cesta de pães, que chegam à mesa assim: quentinhos, cheirosos e saborosos...
Quem sai de lá com certeza sai satisfeito, alimentado e feliz.
Sentir o aroma dos alimentos já faz com que o cérebro receba a mensagem que vamos nos alimentar e com isso nossa ansiedade já diminui.
 Diminuindo a ansiedade, vamos comer mais devagar e teremos um equilíbrio maior no processo da digestão.
Novamente vamos ao encontro da nossa "respiração".
Tudo começa por lá...
Se nossa ansiedade está alta, comemos mais, respiramos menos, se cansamos mais.
Vamos aproveitar esta época para nos presentear, com coisas simples como o
 "caminho de volta da respiração".
Sempre lembrar antes de ingerir qualquer alimento, que este alimento tem AROMA, e que o aroma baixa a ansiedade e nos acalma, como uma criança que está com fome e sente o cheiro do leite materno.
Cheirar nossa comida e lembrar que quando mais aroma ela tiver, mais ela vai nos saciar.
Perceber que os alimentos orgânicos tem muito mais aroma e sabor pois são alimentos vivos e não quimicamente industrializados.

Trate sua "criança interior" com carinho e dê à ela muito prazer...
Se alimente bem, sentindo os aromas que lhe apetecem e observe como a ansiedade diminui!


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vinhos & Aromaterapia


Ao sentirmos um aroma podemos lembrar de situações passadas, pessoas ou lugares que conhecemos, porém às vezes não conseguimos identificar a fragrância que nos trouxe tais recordações.
A memória olfativa é associativa, exercitando-a aprendemos a reconhecer e a nomear aromas e ao degustarmos uma bebida saberemos classificar seus perfumes, descrevê-los com segurança e diferenciar as sensações que nos causam.
 Reconhecer os aromas do vinho é fundamental para uma boa degustação.
É tudo questão de treino.
Não se intimide ao ver aquele seu amigo que reconhece “aromas de grama levemente molhada” ou então “sândalo”, pois você consegue também.
 Uma boa dica é frequentar as feiras e mercados e cheirar (isso mesmo, pegue as frutas e cheire), pra ir se acostumando com os aromas.

Abaixo apresento  uma definição dos aromas  primários, secundários e terciários.

 Primário (ou varietal) – vem da própria uva e lembra frutas frescas e maduras, flores, vegetais e minerais.

Secundário – resultado do processo de fermentação, vinificação, não são originários da uva, são aromas de madeira, leveduras.

Terciário (ou bouquet) – é a sensação olfativa que o vinho desenvolve depois de engarrafado e envelhecido por vários anos.


E a seguir, uma pequena mostra de classificação dos aromas:

Frutados - cassis, cerejas, ameixas, goiaba, framboesa, groselha (vermelhas, nos vinhos tintos); pêssegos, abacaxi, maracujá, melão, pêssego (brancas e amarelas, nos vinhos brancos). 

Florais – Rosas, violetas, jasmins, acácias, tília, etc.

Especiarias e condimentados - pimenta, pimenta-do-reino, cravo, canela, alcaçuz, noz-moscada, etc.
  


Estas pequenas dicas foram postadas justamente para reforçar a importância da Aromaterapia no nosso dia a dia; ela está presente o tempo inteiro, o que nos falta é consciência e calma.
Para melhorar o nosso olfato, precisamos fazer uma coisa muito simples: respirar fundo, perceber os aromas e simplesmente voltar a "cheirar"...e aí sim, vamos reconhecer o que nos agrada e nos dá prazer!!!


Para quem se interessar mais sobre o assunto, aqui vai uma dica de um livro
super interessante sobre "Aromas":
(Imagens: internet)