Lavanda traz tranquilidade e este é um dos motivos porque elas me encantam.
Todos
nós buscamos a tranquilidade.
E nessa busca percorremos caminhos que nem sempre
nos levam à ela.
Muitas
vezes nos afastam cada vez mais do ponto onde a tranquilidade se encontra.
Aprendemos
a querer coisas que na verdade não queremos, numa total incoerência com a nossa
natureza.
Desde
criança somos levados a acreditar que a tranquilidade será encontrada em coisas
fora de nós...e nos são dadas ao longo do tempo muitas possíveis fórmulas para
isso, e muitos caminhos que apontam para a tão sonhada tranquilidade.
Acabamos
acreditando que fora daqueles padrões e daqueles conceitos não existe a menor
chance de ser feliz.
E
vamos por aí, conquistando coisas, cargos, status, stress, menos a tranquilidade.
Dá
um sentimento de vazio quando constatamos que não era bem aquilo que
esperávamos.
Uma
sensação de ter vencido a corrida e não ter levado o prêmio.
Mas
a voz do ego nos chama de muitas formas, cada vez mais atrativas e convincentes
e de novo embarcamos nessa busca desenfreada.
Uma
busca que não tem conexão com a nossa vontade mais profunda e verdadeira.
E
podemos ficar perdidos no meio de tantos chamados do ego, tentando chegar aos
muitos finais onde existem as promessas que nunca se cumprem e que cada vez
mais nos afastam da tão almejada tranquilidade.
Ou
podemos escolher ouvir outra voz, uma voz que nos fala suavemente nos
convidando a descobrir o nosso próprio caminho, sem receitas prontas e onde
cada um vai escrevendo sua própria história.
É a voz da Alma.
Para
seguir este chamado da Alma é preciso coragem, desapego, além de muita fé.
Coragem
porque em alguns pontos precisamos abrir a nossa própria estrada, passar por
onde ninguém ainda passou, buscando nos mergulhos profundos as pistas que
indicam a direção do próximo passo.
Desapego
dos conceitos, das regras e principalmente do ego.
É
preciso desaprender muitas das coisas que aprendemos e deixar espaço para as
coisas novas e que fazem sentido para a nossa história.
Sair
da forma, deixar de lado a crença de boa formação, que significa rigidez e
tensão.
Quando
crianças, somos colocados dentro de uma forma e alí vamos crescendo, muitas
vezes nos sufocando de tanto aperto.
Por causa desta forma em que fomos
colocados, esquecemos de respirar, de sorrir e de cantar... enfim, de sermos
autênticos.
Quando
nos damos conta, estamos encouraçados, cheios de travas e preconceitos.
Não
conseguimos sair da forma, estamos presos.
E
para reverter isso, precisamos de consciência, calma e paciência.
É
através da respiração consciente que lentamente temos a chance de retornarmos à
vida, saindo lentamente desta forma.
E se pudermos agregar o poder da lavanda
neste caminho, porque não?
E
foi isso que aconteceu na minha vida, uma parceria que está valendo a pena.
A
fé para confiar nos caminhos que a Alma nos indica, sabendo que aqui não
existem os limites da nossa mente racional e que os impossíveis podem se tornar
possíveis quando menos esperamos.
Quando
nos abrimos para seguir a voz da Alma, aos poucos vamos descobrindo que a
tranquilidade não se encontra nos prometidos finais.
Mas
em cada passo em que estamos conectados com o nosso propósito divino, vamos
percebendo que a tranquilidade é um atributo de cada um de nós que aparece na
medida em que vamos nos conhecendo melhor e nos aproximando de quem realmente
somos.
A
tranquilidade se aproxima de nos na medida em que nos aproximamos de nós
mesmos.
E chega um tempo em que não conseguimos mais
fugir do chamado que vem da Alma, porque essa voz vai se fazendo tão presente e
tão natural que entendemos que é a única voz que nos indica
o caminho de volta para a nossa casa.
Escute
a voz de sua Alma e siga esses caminhos, assim você vai perceber que muito além
do conhecido existem muitas possibilidades, até de ser feliz.