Depois de tantas surpresas e alegrias, senti que era hora de me aquietar, meditar, silenciar!
Volto de lá renovada e tranquila, pois meditar é entrar em contato com a nossa essência - aquilo que realmente importa.
Gosto deste texto de Rubens Alves, onde ele diz:
"Eu poderia ser jardineiro...como não fui, tento fazer jardinagem como educador, ensinando as crianças, minhas amigas, o encanto pela natureza.
O jardim é a face divina da nostalgia que mora em nós.
Jardins bonitos há muitos, mas só traz alegria o jardim que nascer dentro da gente."
E meditar é cuidar do nosso jardim interno, para não permitir que pensamentos infelizes criem raízes na nossa mente.
Para lembrar que a vida não se resume aos problemas que defrontamos neste momento.
Acima deles, sorriem para nós inúmeras oportunidades de progresso espiritual.
Basta confiar e fazer o melhor ao nosso alcance.
Por isso, vamos aprender a selecionar os pensamentos que nos visitam, como quem separa as sementes sadias para cultivar o solo da alma.
Confiando e agindo no bem, encontraremos forças para que floresçam em nós a harmonia e a saúde, o amor e a luz.
Andar pelo meu jardim me fez lembrar de tudo isso, da importância da paciência (que é o tempo da semente até a flor), sentir os aromas e perceber quais estimulam e quais aquietam.
Lembrar de respirar mais fundo, porque a respiração representa a base de todo o processo da vida.
Voltar para casa, para aquilo que temos dentro de nós como verdadeiro e essencial.
Esvaziar!
Pequenas pausas modificam a nossa caminhada, deixando ela mais tranquila e clara.
Respirar fundo, se afastar um pouco do excesso de pensamentos e barulhos, se energizar.
Quando a gente pensa que chegou, descobre que é preciso ir além.
Uma estrada termina, outra começa.
O surpreendente nesta viagem é que nenhuma experiência se perde, tudo nos é acrescentado.
Ficamos mais enriquecidos com tudo aquilo que vivemos, seja alegria ou tristeza.
Bom fim de semana!