Me preparando para ir para a Bienal, no lançamento do livro, recebo esta mensagem linda que me fez refletir:
"por onde anda a minha alma?"
Uma gota de lavanda no peito, uma respiração profunda e sigo em frente...
Como saber por onde anda a minha alma, se estou sempre com pressa e presa a tantos compromissos?
Somos seres que vivemos inebriados pela ação, intoxicados pelo tempo, preenchido em constante atividade, pressão, agitação...
Parar e pensar em Alma, tá louco?
Onde poderia me levar momentos de passividade e quietude com tanta coisa que tenho para pensar, fazer, resolver...
Exatamente ao encontro da nossa Alma.
O silêncio depois do barulho, a reflexão depois do movimento, a paz depois da agitação é altamente importante, vital e benéfica.
Quem de nós realiza serenamente a maioria de nossas tarefas?
Estamos fazendo aqui, pensando no que faremos ali, daqui a uma hora, logo mais, o dia seguinte, a semana que vem...
Ufa! quem aguenta?
Oprimidos pela realidade do tempo, não percebemos a vida, por debaixo da vida.
Preocupamos em nos servir da auto cultura desprezamos a vida contemplativa e espiritual, como se a primeira nos bastasse.
Sim, é claro que nos agrada a mentalidade materialista, que ainda vê as experiências espirituais como desperdício de tempo.
Somos pobres peregrinos, desperdiçando nossa preciosa existência nesta vida, perseguindo um poder que os olhos possam contemplar, e não nos damos conta que é através do que não tocamos, não cheiramos, nem vemos ou ouvimos que se encontra a riqueza que buscamos.
A busca do sagrado, do profundo, do eterno...
No silêncio de nossa Alma, bebemos o elixir da sabedoria e saboreamos o néctar da verdade e da vida.
Acalmar o pensamento e tentar superar a tendência excessiva ao materialismo, são passos decisivos na direção de um encontro efetivo com nosso Âmago Companheiro.
É por aí que anda a nossa ALMA.
(Silvana Giudice)








