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domingo, 31 de março de 2013

Para dormir melhor!


Alguns óleos essenciais para serem usados antes de dormir...


Lavanda: é o óleo mais versátil da Aromaterapia; possui na sua composição química melatonina, um hormônio que em humanos tem a função de regular o sono. Em um ambiente escuro e calmo mais 1 gota de Lavanda, os níveis de melatonina  aumentam causando o sono. Pode ser usado de várias formas, mas eu sempre prefiro uma gota do óleo no próprio travesseiro.


Manjerona - é um óleo essencial hipotensor e aquentador; ideal para ser usado em banho de banheira antes de dormir. Numa banheira cheia de água morna, dilua 4 gotas de óleo essencial de Manjerona num pouco de álcool ou leite e acrescente a mistura à água. Permaneça não mais do que 20 minutos na banheira.


Camomila - diminui a ansiedade e a tensão nervosa; ideal para as pessoas que se sentem irritadas e com problemas de digestão. Dilua 3 gotas de Camomila em algum óleo carreador e massageie os pés antes de dormir.


Ylang-Ylang: flor das flores, este óleo é antidepressivo, sedativo, hipotensor e altamente relaxante. Pode ser usado em banho de chuveiro, pingando algumas gotas no piso do box e durante o banho respirar fundo várias vezes, percebendo a entrada e saída do ar junto com o aroma deste óleo essencial. Banhos de banheira ou massagens também são indicados, lembrando sempre de diluir o óleo antes de aplicar na pele ou colocar na água da banheira.


Rosa - existe uma frase de a.C., de Anacreonte, que diz: "A Rosa destila um bálsamo aliviador, que cura a batida pulsante da dor".
Tanto faz se a insônia provém da dor física ou emocional...a Rosa alivia! gosto de usar 1 gota de óleo essencial de rosa diluída num pouco de óleo de semente de uva e aplicar perto do coração. Respirar fundo e adormecer...


Existem ainda muitos óleos essenciais que ajudam a induzir o sono, todos com outras propriedades específicas também.


Dormir é algo estranho e necessário. 

Todos somos capazes de fazê-lo mesmo sem ter aprendido e, apesar disso, não fazemos a menor ideia de como o sono funciona.


No livro "A doença como caminho" do psicólogo alemão Thorwald Dethlefsen, ele sugere alguns questionamentos para quem sofre de insônia ou distúrbios do sono:

1. Até que ponto dependo do poder, do controle, do intelecto e da observação?

2. Acaso posso me desapegar?

3. Como desenvolvo minha capacidade de entrega e minha sensação de uma confiança básica?

4. Acaso me preocupo com minha sombra?

5. Como anda minha espiritualidade? estou dando devida atenção à ela?


Sono é entrega, desapego, mente vazia...

Os óleos essenciais, junto com os exercícios respiratórios são excelentes auxiliares para a volta do equilíbrio.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Rachaduras na pele


Quando a pele racha, algo atravessa a fronteira, algo deseja extravasar para o exterior.

Podemos entender melhor essa idéia no exemplo da assim chamada "acne da puberdade".
É nessa época que a sexualidade humana tenta se afirmar; no entanto, ao mesmo tempo, a sua maior parte é reprimida, com ansiedade, na própria tentativa de expressá-la.


A mensagem da pele rachada é o fato da pessoa querer entrar em contato com o que lhe falta.

No entanto, não se atreve a fazê-lo.

É bastante compreensível que esse conflito se torne visível na pele na forma de inflamações.
A pele é aquela delimitação do Eu que é preciso superar a fim de descobrir o Tu.

Simultaneamente, a pele é o órgão com o qual se pode entrar em contato, é onde as outras pessoas podem tocar e acariciar.


Para sermos amados é necessário que a nossa pele, ou seja, a nossa personalidade, agrade ao outro.


Além das rachaduras de pele comuns, uma das doenças cutâneas mais comuns é a psoríase.
Ela se manisfesta por meio de discos ou fatias bem contornadas de tecido inflamado, coberto com escamas.
A camada calosa externa da pele é bastante desproporcional, a ponto de nos lembrar a formação de uma couraça.
Aqui a função protetora natural da pele é transmutada em função de armadura.

"A pessoa estipula limites em todas as direções e não deixa entrar nem sair mais nada".


Por trás de toda forma de defesa existe o medo de ser ferido..

Quanto maior a nossa defesa e quanto mais grossa a nossa armadura, tanto maiores são a nossa sensibilidade e o medo de sofrer algum dano.
Pessoas que permanecem na defensiva, a ponto de recusar que alguém ou alguma coisa as toque, em geral são as mais sensíveis.


Quando a autolimitação e o isolamento atingem seu ponto máximo surgem as rachaduras na pele em geral (acne, coceira, dermatite, psoríase, etc), forçando o paciente, ao menos no plano físico, a tornar-se outra vez "aberto e vulnerável".



Na aromaterapia encontramos excelentes óleos essencias para ajudar a mudar este padrão de pensamento.

1. Banhos de banheira com óleo essencial de rosas, sempre diluído antes de ser acrescentado na água.

2. Massagens com óleo essencial de bergamota, de preferência no fim do dia, pois este óleo é fotossensibilizante (não devemos tomar sol depois de usá-lo).   



3. Aplicação do óleo essencial de lavanda (pura), nos seguintes pontos: peito, plexo solar, nuca, base da coluna e na sola do pés.

4. Borrifar  spray de ambiente elaborado com lavanda, olíbano e tangerina, várias vezes ao dia.


Todas essas dicas e orientações não substituem o acompanhamento médico.
Para saber mais sobre a Psicoaromaterapia, uma indicação valiosa é o livro "A doença como caminho" do Dr. Thorwald Dethlefsen (psicólogo) e Dr. Rüdiger Dahlke (médico), da Editora Cultrix.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Dor de cabeça


Alecrim para aliviar a dor de cabeça...

Volto novamente a escrever sobre o Alecrim, mas desta vez focando a excelente propriedade que ele tem em aliviar os sintomas da dor de cabeça.

As dores de cabeça são conhecidas apenas há alguns séculos: nas culturas antigas não se ouvia falar nelas.


Consideramos a cabeça como o local onde tem morada a inteligência, o juízo e os pensamentos.
Quem age de forma inconseqüente (sem cabeça) não tem juízo.
Podemos "virar a cabeça" de qualquer pessoa, no entanto, não podemos esperar que ela mantenha sua cabeça fria.
Sentimentos irracionais como o "amor" sobrecarregam bastante a cabeça.
A maioria das pessoas até "perde a cabeça" (e, quando não,ela dói demais!).
Seja como for, ainda existem alguns contemporâneos de cabeça-dura, que nunca correm o risco de  perder a cabeça mesmo que resolvam bater com a cabeça na parede.
Com grande facilidade, o orgulho e o desejo de poder sobem à cabeça.


O ser humano possui dois centros: coração e cérebro, sentimento e pensamento.
O homem moderno e a nossa cultura desenvolveram, em grande medida, as forças cerebrais e portanto vivem em constante perigo de menosprezar o segundo centro, ou seja, o coração.
Mas condenar de imediato o raciocínio, o juízo e a cabeça não representa solução.
Nenhum dos centros é melhor que o outro.

O homem não deve decidir-se por um deles negando o outro: ele precisa se esforçar por obter o equilíbrio.


O Alecrim (Rosmarinus officinalis) possui um efeito estimulante sobre o sistema nervoso central, razão pelo qual é utilizado nos casos em que haja dor de cabeça, perda do olfato, deficiência visual, etc.
Rico em cineol, este óleo essencial foi muito usado na antiguidade para fortalecer a memória e os nervos e para aquecer o coração.

Ele trabalha os padrões rígidos de comportamento e favorece a flexibilidade.

Estimula a sensibilidade e desenvolve a determinação.

Ajuda a melhorar a fala e desmancha pensamentos obsessivos.


Como usar:

Colocar o frasco do óleo essencial perto do nariz e fazer a respiração alternada, 3 x ao dia.
Procurando não fazer a ultima perto do horário de dormir, pois o Alecrim é estimulante.

Respiração alternada


Com o dedo indicador feche uma narina e segure o frasco do óleo essencial com a outra mão perto da outra narina.
Respire fundo e depois  feche a outra narina e expire até o fim.
Permaneça com esta narina ainda fechada e inspire o aroma do alecrim pela outra narina.
Feche agora a outra narina e expire até o fim.
O dedo troca de narina sempre no término da expiração.

Comece este exercício com mais ou menos 10 respirações e lentamente aumente até 15.
Três vezes ao dia.


(Fonte de pesquisa: A doença como caminho, de Thorwald e Rüdiger)