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sexta-feira, 1 de julho de 2011

O caminho de volta


Até os 35, 40 anos, a existência é totalmente voltada para fora: trabalhar, procriar, produzir.
Na segunda metade da vida, começa a jornada para o mundo interno e para a busca de uma espiritualidade mais intensa.



De repente, o coração pede uma maior profundidade.
Surge o desejo de procurar um outro sentido para a vida e uma conexão com algo maior.


Seguindo este forte impulso, nos tornamos buscadores espirituais.
Ao trilharmos esses novos caminhos, surgirão riscos e perigos, mas também infinitos presentes e alegrias.


No começo, pode ser algo difuso, um sentimento de que alguma coisa não vai bem.
A vida pode estar até boa, mas parece sem sentido.


O coração clama por mais alívio, paz, alegria, não mais com base no que nos oferece o mundo material,
mas a partir de algo mais interno e profundo.


Assim, inicia-se uma jornada que pode levar anos até a chegada a um porto seguro.
E assim começamos a nos conhecer melhor, a escutar nosso coração e a nos desapegar das coisas desnecessárias.


É o caminho de volta para casa.
Muitas vezes silencioso, reflexivo, mas na maioria do tempo questionador daquilo que vale a pena.
Neste ponto já entendemos que independente da escolha, sempre ganhamos e sempre perdemos.


É a lei da polaridade, do yin e do yang, do alto e do baixo, da luz e da escuridão.
 Para termos equilíbrio precisamos conviver com a nossa sombra.
E também já sabemos, que para evoluir, precisamos nos relacionar cada vez mais uns com os outros.



Por tudo isso, é preciso clareza em cima do que se está buscando.
Em outras palavras, se é alívio financeiro, talvez seja melhor se empenhar mais no trabalho ou trocar de atividade profissional se não estiver satisfeito com seus rendimentos.


Se o caso for uma desilusão amorosa, uma terapia pode ser mais indicada.
Mas se a busca for pela espiritualidade, se aquiete, confie e agradeça!


A Aromaterapia ajuda muito nos processos de aquietamento e reflexão.
Se você tiver interesse, pesquise no blog sobre óleos essenciais para ansiedade e autoconhecimento.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Respiração consciente



Tome consciência da sua respiração

Observe a sensação do ato de respirar.

Sinta o movimento de entrada e saída do ar ocorrendo em seu corpo.

Veja como o peito e o abdomen se expandem e se contraem ligeiramente quando você inspira e expira.

 Basta uma respiração consciente para produzir espaço onde antes havia a sucessão ininterrupta de pensamentos.



Use óleos essenciais que promovam o aquietamente, como a Lavanda, Ylang-Ylang ou Olíbano.

Procure um lugar tranqüilo e se observe...


Uma respiração consciente (duas ou três seria ainda melhor) feita muitas vezes ao dia é uma maneira excelente de criar espaços em sua vida.
 Mesmo que você medite sobre sua respiração por duas horas ou mais, o que é uma prática adotada por algumas pessoas, uma respiração basta para deixá-lo consciente.
O resto são lembranças ou expectativas, isto é, pensamentos.


Na verdade, respirar não é algo que façamos, mas algo que testemunhamos.

 A respiração acontece por si mesma.

Ela é produzida pela inteligência inerente ao corpo.

Portanto, basta observá-la.

Essa atividade não envolve nem tensão nem esforço.

Além disso, note a breve suspensão do fôlego - sobretudo no ponto de parada no fim da expiração - antes de começar a inspirar de novo.

 Muitas pessoas tem a respiração curta, o que não é natural.

Quanto mais tomamos consciência da respiração, mais sua profundidade se estabelece sozinha.


Ao tomarmos conciência da respiração, nos vemos forçados a nos concentrar no momento presente - o segredo de toda a transformação interior, espiritual.

 Sempre que nos tornamos conscientes da respiração, estamos absolutamente no presente.

Percebemos também que não conseguimos pensar e nos manter conscientes da respiração ao mesmo tempo.


A respiração consciente suspende a atividade mental.

 No entanto, longe de estarmos em transe ou semidespertos, permanecemos acordados e alerta.
Não ficamos abaixo do nível do pensamento, e sim acima dele.
E, se observarmos com mais atenção, veremos que essas duas coisas - nosso pleno estado de presença e a interrupção do pensamento sem a perda da consciência - são, na verdade a mesma coisa:

 o surgimento da consciência do espaço interno.

(Imagens: Estaleiro - arquivo pessoal)